Pés fictícios

M. C. Escher, "Céu e água I" (1938)
National Gallery of Art, Nova York

Roberta Lahmeyer

A artista do corpo

Escalava o infinito

Desafiava a existência
Concreta do vidro
Que pode parar o vento
E seguia escalando
Com os olhos abertos

No final
Talvez tudo
Coincida com tudo

O infinito imaginado
O vidro invisível
Além do papel
Onde o poema estará
Escrito


A evolução criadora

Ela escrevia para ele
Ainda que ambos não existissem

Eram fictícios

Estavam escondidos
Num campo de sentido
Oculto

Dentro de uma outra realidade
Que ninguém suspeitava


A poesia do pensamento

Traduzir a luz
E observar o pensamento

Ponto de interseção
Que pode interromper
Um abismo


A escritura e a diferença

Ela procura fragmentos
De palavras
Que se escondem
Em todas as coisas

Depois os desconstrói

É preciso completar
Estes fragmentos
Para encontrar
Alguma linguagem
Esquecida

Desta forma descobrem-se
Textos inteiros

É preciso escrever
Para existir

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