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Maiakovski: no caminho com Severianin

O poeta Igor Severianin

Astier Basílio

Petrogrado. 1917. Há um reboliço nas ruas. Uma carroça movida a tração animal passa com alguém manuseando uma câmera. Marinheiros passam aos gritos: “come abacaxi…”, a multidão repetia, em coro. Aquele poema de Maiakovski (1893-1930) era dito como palavra de ordem de passeata. É o que se vê no segundo episódio da minissérie Maiakovski. Dois dias (2011, direção de Dmitry Tomachpolsky e Aliona Demyanenko). Toda sua vida Maiakovski desejou ser entendido e amado pelo povo. Ao cruzar com a multidão que repetia seus versos, o poeta, em brilhante atuação de Andrei Tschernyschov, não se conteve, chorou e disse: “fui eu que fiz”. Maiakovski iria compor, especialmente a pedido dos marinheiros, um de seus mais belos poemas políticos: “Marcha esquerda”.

O poema puxado na passeata pelos marinheiros já é bem conhecido do leitor brasileiro na tradução de Augusto de Campos: “Come ananás, mastiga perdiz. / Teu dia está prestes, burguês”. O que, talvez, pouca gente saiba é que essa composição de Maiakovski estabelece um diálogo direto com um dos mais célebres poemas de um grande poeta russo: Igor Severianin (1887-1941). Abacaxi no champanhe nomeia o terceiro livro do poeta, editado em 1915. No ano anterior, Severianin estava à mesa com outros amigos após um recital feito na Crimeia. Diante de si, um jovem poeta, que conhecera havia pouco tempo: Vladimir Maiakovski.

Ao comer abacaxi, Maiakovski inspirou poema

“Variando a combinação da comida, colocou um pedaço de abacaxi em uma faca e, mergulhando-a no champagne, provou. A combinação ficou bem ao seu gosto. Rapidamente propôs à sua dama repetir sua experiência e com excitação voltou-se para Severianin: ‘Igor Vasilievich, prove abacaxi no champagne, é uma delícia estonteante'”. Quem presenciou a cena foi Vadim Bayan (1880-1966). Conforme seu depoimento, Severianin improvisou ali mesmo a primeira estrofe do seu famoso poema.

Mais do que testemunha, Bayan foi responsável por uma das páginas mais significativas da história da poesia russa. Além de poeta, era também mecenas. Foi às suas expensas que se realizou a primeira Olimpíada Futurista, em 1914. O elenco já estava fechado quando Bayan foi procurado por Severianin, que lhe pediu, em carta, que incluísse mais um integrante à caravana pelo sul da Rússia. “Estes dias eu conheci um poeta, Vladimir Maiakovski: ele é um gênio. Se ele se apresentar em nossos encontros, será algo grandioso. Sugiro incluir em nosso grupo”.

Àquela altura, Severianin, aos 27 anos, era um poeta de renome em toda a Rússia devido a ninguém menos que Liev Tolstoi. Não houve, porém, qualquer apadrinhamento. Ao contrário. Alguns meses antes de morrer, em 1910, o autor de Guerra e Paz reuniu-se com alguns de seus “discípulos” em Iasnaia Poliana, na cidade de Tula. Após jogarem carteado, deram-se à leitura de “livros decadentistas”. Calhou de ser lida, justamente, uma brochura de Igor Severianin.

Nascido na cidade de São Petersburgo sob o nome de batismo Igor Vasilievich Lotariov, Severianin começou a escrever poemas com oito anos de idade. Não chegou sequer a concluir os estudos fundamentais da época. A partir de 1904, começou a regularmente publicar em revistas e periódicos literários. Antes de se tornar famoso, chegou a publicar 35 brochuras autofinanciadas, das quais as 15 primeiras foram assinadas com seu nome de registro. Em 1907, graças ao contato estabelecido com o poeta Konstantin Fofanov (1862-1911), decidiu adotar o pseudônimo Igor-Severianin.

Voltemos a Liev Tolstoi. Sua cólera, entretanto, não veio tão logo começou a ler Severianin. Alguns poemas levaram o escritor ao riso, mas o que lhe despertou a fúria foi o poema “Habanera II”: “No fluido da cortiça o saca-rolhas finque”, no qual há uma elegante alusão ao intercurso sexual. Nos jornais da época foi publicado com destaque o jorro apoplético do patriarca da literatura russa: “(…) mas que besteira! Que indecência! Que porcaria! E se atrevem a considerar esse tipo de baixaria como poema! A que nível se rebaixou a poesia russa!”.

Severianin e Maiakovski disputam mesma musa

Em 1911, um ano após a polêmica, Igor Severianin fundou o egofuturismo, vindo a ser um dos pioneiros, inclusive, no emprego do termo “futurismo” na Rússia. A respeito da escaramuça, Severianin escreveu que quando Liev Tolstoi explodiu “com uma corrente de indignação contra o obviamente irônico ‘Habanera’ […] a imprensa toda se levantou em urros e vaias selvagens, o que me tornou imediatamente famoso em todo o país!… A partir de então, todas as minhas brochuras passaram a ser comentadas por críticos de todos os matizes […] As revistas passaram a publicar meus poemas de bom grado e os organizadores das noites literárias passaram a me convidar […]”.

Não diria apenas ser convidado, como no caso de Vadim Bayan, mas ter se tornado alguém com grande poder de influência. Sua sugestão para que Maiakovski fosse incluído no grupo de poetas foi aceita. E quando, durante a viagem, se deram conta de que era indispensável a inclusão de um “elemento feminino”, partiu de Severianin a indicação. Sua escolha recaiu em Sofia Shamardina (1894-1980).

Por ironia do destino, havia sido a jovem Sofia, que impressionava a todos com sua inteligência e beleza, quem apresentou os poetas um ao outro, no outono de 1913. Os dois poetas estavam em posições distintas: Maiakovski, começando seu caminho, havia acabado de estrear, publicando naquele ano o livro de poemas Eu! e uma peça, Vladimir Maiakovski; Severianin já em fase de consolidação. “Não me lembro como os apresentei. Maiakovski passou a cantarolar alguns poemas de Severianin. Soava muito bem”.

Maiakovski e Severianin chamavam atenção aonde chegavam. Eram bonitos, ambos de estatura elevada: quase dois metros. Sofia foi musa em comum dos dois poetas. A recusa dela inspirou a composição de um das mais importantes obras da fase pré-revolucionária de Maiakovski. Sofia é a inspiração para a composição de Maria do poema “Nuvem de Calças”. Aqui, mais uma vez, a voz de Severianin se entrelaçou à de Maiakovski. De acordo o poeta Vassíli Kamiênski, no trem de volta a Moscou, Maiakovski vinha recitando as primeiras linhas do “Poema-mignonette” (“Aquilo foi no mar, onde a onda é de renda”), quando começou a compor a primeira parte de “Nuvem de calças” (“Aquilo foi, / foi em Odessa”). Esse poema já havia influenciado Maiakovski na escrita de “Algumas palavras sobre a minha mulher”, texto presente no seu livro de estreia, Eu! (1913).

As citações, porém, não ficaram apenas no plano intertextual. Maiakovski o citou nominalmente: “(…) E da fumaça do charuto / na tacinha / reflete a cara embriagada de Severianin”. No poema “A vocês”, em que critica o que se considerava hipocrisia entre os participantes russos da Primeira Guerra Mundial, Severianin é citado. A posição constante de combate dá uma ideia da importância do lugar que Severianin desempenhava na poesia russa daquela época. Mas os papéis, em breve, seriam trocados: Maiakovski não atingiria apenas reconhecimento nacional, como alcançaria renome em todo o mundo como um dos mais importantes poetas do século XX. Severianin, por sua vez, ao emigrar para Estônia, amargaria o ostracismo.

Severianin vence Maiakovski e se torna “Rei dos Poetas”

Em 1917, quando a revolução derrubou a monarquia e implantou uma república comunista, Maiakovski não teve qualquer dúvida em abraçar e se tornar a voz daquela revolução que chamou de sua. Após as rusgas, em 1918, os dois poetas se encontrariam para uma disputa que iria escolher quem era o melhor poeta russo. Naquele ano, Maiakovski era uma figura ativa não apenas nos meios literários. Nas reuniões e debates de toda ordem, seja do partido, seja dos sindicatos, o timbre forte de Maiakovski se fazia ouvir, praticamente, em todos os lugares.

Foi, portanto, essa figura magnetizadora e poderosa que subiu ao palco do Museu Politécnico de Moscou para a disputa que elegeria o “Rei dos Poetas”. Quando Maiakovski recitou para a plateia que superlotou o ambiente, havia 28 poetas na ocasião. Àquela altura, Maiakovski já procurava explicar às plateias, de modo didático, a função da poesia naqueles novos tempos.

O favoritismo na escolha era, obviamente, de Maiakovski. Ao subir no palco, Igor Severianin optou por recitar composições de seu repertório já conhecidas do público como o poema “Aquilo foi no mar”. Severianin era um mestre na arte da declamação. Dizia-se que mais parecia cantar do que recitar. Um dos presentes àquela disputa afirmou que Severianin como que pôs a plateia “sob hipnose”. Maiakovski sentiu o golpe de ter perdido a disputa. Pouco tempo depois, os futuristas organizaram uma noite literária cujo título era: “abaixo os reis da poesia”. O vencedor, por outro lado, estampou na capa de um livreto que foi lançado pouco depois: “Igor Severianin, o rei dos poetas”.

Em 1921, quando Severianin já havia emigrado para Estônia, os dois novamente se encontrariam em Berlim. Reconciliaram-se. Maiakovski, então, pediu ao amigo que voltasse a Moscou. Garantiria trabalho, moradia. Anos depois, um amargurado Severianin, ao escrever suas memórias, lamentava não ter aceitado a oferta do amigo. Severianin culpou Felissa Kruut, sua esposa à época, por não ter regressado. Ela não queria voltar para a Rússia soviética onde teria que ser obrigada a trabalhar. Severianin relata que houve uma ameaça de suicídio dela e que isso pesou na decisão de ficar. Porém, Vladimir Bondarenko, biógrafo de Severianin, discorda. Pesou, e muito, ter de lidar com a onipresença de Maiakovski como grande voz da poesia russa naquele momento.*


As traduções de Igor Severianin são as primeiras em língua portuguesa.

Igor Severianin

Aquilo foi no mar

Poema-mignonette
 
Aquilo foi no mar, onde a onda é de renda
Onde é raro ver uma urbana equipagem…
Na torre, a rainha tocava Chopin
E ao escutar Chopin apaixonou-se o pajem.
 
Tudo foi tão simples, tudo foi tão fofo:
Pediu ela pra vir uma romã cortada
A metade ela deu e o pajem esgotou,
E o pajem foi amado em tema de sonata.
 
Depois largou tudo, intempestiva, e até
O raiar da escrava a senhora se deita…
Aquilo foi no mar, de água turquesa, onde
A sonata é do pajem e a onda é de renda.

Это было у моря

Поэма-миньонет
 
Это было у моря, где ажурная пена,
Где встречается редко городской экипаж…
Королева играла — в башне замка — Шопена,
И, внимая Шопену, полюбил ее паж.
 
Было все очень просто, было все очень мило:
Королева просила перерезать гранат,
И дала половину, и пажа истомила,
И пажа полюбила, вся в мотивах сонат.
 
А потом отдавалась, отдавалась грозово,
До восхода рабыней проспала госпожа…
Это было у моря, где волна бирюзова,
Где ажурная пена и соната пажа.

1910
Overture (champagne no abacaxi)

Champagne no abacaxi! Champagne no abacaxi!
Que delícia estonteante, é espumante e flamejante!
Em mim tudo é algo de Oslo! Em mim tudo é algo de Madri!
Eu, impulsivo, me inspiro! A pena já vou pegando!
 
Vão zunir aeroplanos! Vão fazer corrida os carros!
Expressos helicessilvem! Veleiros asadecolem!
Aqui alguém foi beijado! Ali alguém foi espancado!
Champagne no abacaxi é pulsação da noite!
 
Seja com nervosas moças ou damas da alta, eu vi
Que a tragédia deste vida em farsiquimera faz-se…
Champagne no abacaxi! Champagne no abacaxi!
De Moscou pra Nagasaki! De Nova Iorque até Marte!

Увертюра (Ананасы в шампанском)

Ананасы в шампанском! Ананасы в шампанском!
Удивительно вкусно, искристо и остро!
Весь я в чем-то норвежском! Весь я в чем-то испанском!
Вдохновляюсь порывно! И берусь за перо!
 
Стрекот аэропланов! Беги автомобилей!
Ветропросвист экспрессов! Крылолёт буеров!
Кто-то здесь зацелован! Там кого-то побили!
Ананасы в шампанском — это пульс вечеров!
 
В группе девушек нервных, в остром обществе дамском
Я трагедию жизни претворю в грезофарс…
Ананасы в шампанском! Ананасы в шампанском!
Из Москвы — в Нагасаки! Из Нью-Йорка — на Марс!

1915
Habanera II

No fluido da cortiça o saca-rolhas finque
E o olhar das mulheres não será mais tímido!..
Sim, o olhar das mulheres não será mais tímido
e pra ardente paixão vá se entrançando as vias
 
Na ânfora ponha um pouco de âmbar de moscato
E fique contemplando as cores que há no ocaso…
Vá colorir a mente nas cores do ocaso
E espere, espere o amor a se estrondar nos ares!
 
Perca seus pensamentos e fisgue as mulheres..
Para a conta dos beijos, vá lá e os enumere,
A todos estes beijos um final integre,
Vai vir felicidade da melhor espécie.
Хабанера II

Вонзите штопор в упругость пробки, —
И взоры женщин не будут робки!..
Да, взоры женщин не будут робки,
И к знойной страсти завьются тропки.
 
Плесните в чаши янтарь муската
И созерцайте цвета заката…
Раскрасьте мысли в цвета заката
И ждите, ждите любви раската!..
 
Ловите женщин, теряйте мысли…
Счет поцелуям — пойди, исчисли!..
А к поцелуям финал причисли, —
И будет счастье в удобном смысле!..

Vladimir Maiakovski

Devora faisão, come abacaxi…

Devora faisão, come abacaxi,
Teu último dia, burguês, está por vir.



Ешь ананасы, рябчиков жуй,
День твой последний приходит, буржуй.

1917
Nuvem de calças
(fragmento)

1
Vocês acham que era a malária quem ardia?
Aquilo foi, 
foi em Odessa.

“Às quatro eu chego”, me falou Maria.
Oito. 
Nove. 
Dez.

E vem a noite, 
em pavor pleno,
sai das janelas 
sombrio 
dezembro. 

De costas gagás relincham e gargalham 
os castiçais

(...)

3
Ah, mas pra quê isso, 
de onde vem isso, 
em felicidade esfuziante
num impulso os grandes punhos sujos!

Veio 
à cabeça e desesperadamente encortinou 
um pensamento sobre asilos de malucos.

E 
como no assassinato 
por asfixia do Encouraçado 
joga-se no bueiro sem a tampa
até o grito 
através do seu olho arranhado
desceu Burliuk1, de forma insana. 
Quase sangrando enlacrimadas pálpebras,
deslizou, 
se ergueu, 
se foi
com ternura, inesperado a uma pessoa obesa,
pegou e falou: 
“isso é bom!”

É bom quando, num cardigã amarelado,
das observações a alma se tape.
É bom 
quando o atirado aos dentes do cadafalso
grita: 
"Beba o achocolatado van Houten2"
 
E este segundo, 
esta vela 
estrelinha,
eu por nada trocaria, 
eu por nada...

E da fumaça do charuto 
na tacinha
reflete a cara embriagada de Severianin. 

Como o senhor ouse se chamar poeta
e, sem ver-se branco, como codorna, ficar piando!
Hoje 
é preciso 
com uma soqueira
retalhar o mundo pelo crânio!

1 David Burliuk (1882 – 1967). Poeta e artista russo. Um dos criadores do Cubo-futurismo. Responsável por introduzir Maiakovski ao grupo.

2 Marca holandesa de chocolate em pó, criada em 1828. Maiakovski faz menção uma lenda não comprovada. Em 1865, o responsável pela divulgação da marca pagou à família de um condenado por enforcamento a dizer, em suas últimas palavras: “beba o achocolatado Van Houten”.


Marcha esquerda
(aos marinheiros)
 
Meia-volta volver nesta marcha!
É o fim das retóricas cláusulas.
Oradores, calem-se!
a palavra
de vocês
é o camarada mauser.
Abaixo viver sob as regras
que foram dadas por Adão e Eva.
O pangaré da história que perca.
À esquerda,
à esquerda,
à esquerda.
 
Ei, blusazuis!
flutuem
pelos oceanos! ou nos
navios de guerra, em ataque surpresa,
calcados em afiadas quilhas ?!
Que rosne
com a coroa, então,
ao erguer um rugido o britânico leão.
Não seja a comuna quem ceda.
À esquerda,
à esquerda,
à esquerda
 
Lá além,
dos montes do amargo,
um ensolarado rincão se conquista.
Pela fome,
pelo mar da praga
o milionésimo passo imprima!
Que cerque o bando recrutando gente,
vai jorrar aço esquerdosamente.
À Entente1 a Rússia jamais se sujeita
à esquerda,
à esquerda,
à esquerda.
 
Se o olho da águia vai terminar fosco?
No passado iremos ficar de butuca?
Segurando
o mundo no pescoço
estão os dedos dos proletários do mundo
Avante, com o peito em bravura!
faça o céu ser colado em bandeiras
quem irá marchar pela direita?
À esquerda,
à esquerda,
à esquerda.



Левый марш
(Матросам)
 
Разворачивайтесь в марше!
Словесной не место кляузе.
Тише, ораторы!
Ваше
слово,
товарищ маузер.
Довольно жить законом,
данным Адамом и Евой.
Клячу историю загоним.
Левой!
Левой!
Левой!
 
Эй, синеблузые!
Рейте!
За океаны!
Или
у броненосцев на рейде
ступлены острые кили?!
Пусть,
оскалясь короной,
вздымает британский лев вой.
Коммуне не быть покорённой.
Левой!
Левой!
Левой!
 
Там
за горами го́ря
солнечный край непочатый.
За голод,
3а мора море
шаг миллионный печатай!
Пусть бандой окружат на́нятой,
стальной изливаются ле́евой, —
России не быть под Антантой.
Левой!
Левой!
Левой!
 
Глаз ли померкнет орлий?
В старое ль станем пялиться?
Крепи
у мира на горле
пролетариата пальцы!
Грудью вперёд бравой!
Флагами небо оклеивай!
Кто там шагает правой?
Левой!
Левой!
Левой!


1918

1 Referência à Tríplice Entente. Aliança militar, surgida em 1907, formada por Inglaterra, Rússia e França, em contraposição à Tríplice Aliança, que sob a liderança da Alemanha reunia a Áustria e a Itália.


* Texto originalmente publicado, em versão menor, no jornal A União nº 208.

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