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Safo 31

Safo
Tradução: Lucas Fonseca de Oliveira
Afortunado qual deuses parece-me
Ser esse homem que perante ti
Está sentado e de perto ouve
O teu doce falar 4
E cativante sorrir, isso, juro,
O coração no peito faz tremer,
Pois se te miro um instante, voz
Nenhuma mais me vem, 8
A minha língua se desfaz, ligeiro
Fogo debaixo desta pele corre,
Com estes olhos nada vejo, zunem
Estes ouvidos meus, 12
Cai-me suor frio, o medo toma-me
Toda, mais lívida que relva pálida
Estou, morrer um bocadinho eu
Pareço... 16
φαίνεταί μοι κῆνος ἴσος θέοισιν
ἔμμεν’ ὤνηρ, ὄττις ἐνάντιός τοι
ἰσδάνει καὶ πλάσιον ἆδυ φωνεί-
-σας ὐπακούει 4
καὶ γελαίσας ἰμέροεν, τό μ’ ἦ μὰν
καρδίαν ἐν στήθεσιν ἐπτόησεν·
ὠς γὰρ εἰςσίδω βροχέως σε, φώνας
οὐδὲν ἔτ’ ἴκει· 8
ἀλλὰ καμ μὲν γλῶσσα ἔαγε, λέπτον
δ’ αὔτικα χρῷ πῦρ ὐπαδεδρόμηκεν,
ὀππάτεσσι δ’ οὐδὲν ὄρημμ’, ἐπιρρόμ-
βεισι δ’ ἄκουαι. 12
καδ δέ μ’ ἴδρως κακχέεται, τρόμος δέ
παῖσαν ἄγρει, χλωροτέρα δὲ ποίας
ἔμμι, τεθνάκην δ’ ὀλίγω ‘πιδεύης
φαίνομαι 16

Fonte: Sappho: Fragment 31. Estabelecimento: William S. Annis. Aoidoi.org, 18 de julho de 2004.

Nota: o início muito fragmentário da estrofe seguinte foi omitido.

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